DA FUNDAÇÃO VITA ET PAX


                

Palavras de Dom Constantino

                                                                                                 

                                              JANEIRO

 

 

1.         Sempre progredir com coragem.

Nunca se deixar desencorajar por qualquer coisa que seja.

2.         Sejamos largos e tenhamos uma grande capacidade para nos adaptar. Nossa obra deve trazer a solução às necessidades da época!

3.         Não é o que fazemos, mas o amor com que fazemos alguma coisa, que importa.

4.         Um único ideal: Deus – o Cristo!

Olhemos para Ele! Viemos de Deus e devemos voltar para Ele.

5.         Se nós mesmos sofrermos muito, isso será uma bênção: compreenderemos melhor a massa sofredora.

6.         Sempre e em toda a parte preservar nossa unidade Vita et Pax a fim de nos tornarmos um baluarte firme por Cristo.

7.         Ser pessoas da época – realistas, com os dois pés no chão, não ser sentimentais, porém sãs.

8.         Se não existirem caridade e humildade na nossa Fundação, será melhor fechar a casa.

9.         O que fazem os missionários? Vivem uma vida dura – se for preciso dormem no chão.

10.      Apóiem se umas às outra, mas não se intrometam umas nas coisas das outras nem pensem que é preciso dar conselhos.

11.      O Oficio divino deve ressoar no seu trabalho.

Façam tudo no mesmo ritmo: educada e silenciosamente.

12.      Virão ainda muitos momentos difíceis. Peçamos a Jesus que nos ajude em tudo.

13.      Devemos fazer de tudo uma oração; de nossa vida toda uma única meditação.

14.      O que é o Apostolado? É tornar conhecido Nosso Senhor na cruz.

15.      Desde a juventude a alma deve elevar-se à santíssima Trindade. Digam sempre um “Glória Patri,” mesmo quando tudo é muito difícil.

16.      Se virem uma coisa boa nos outros, não a esqueçam. Imitem somente o bem que vêem ao seu redor. Corrijam apenas a si mesmo.

17.      Se ficarem satisfeitos com o seu trabalho é sinal que ele estava apenas medíocre. Mas se ainda não corresponder ao seu ideal, então ele é ou será alguma coisa.

18.      Em resumo a Regra de São Bento diz: para frente: Prosseguir! Começar cada dia com novo ânimo. Perfeitos nunca seremos. Seremos fracos toda a nossa vida.

19.      Gentileza – calma. Não replicar – nem procurar escusar-se, ou levar tudo a mal – Tudo isso é orgulho.

20.      Não é preciso ler muitos livros espirituais, mesmo que eles comovam até as lágrimas. Isso às    vezes se esquece tão depressa! O fruto disso está na prática nos atos.

21.      Nunca julgar; vocês nunca sabem a intenção oculta dos outros.

22.      Sejam sinceros para com Nosso Senhor e escutem. Então haverá caridade e entusiasmo.

23.       A oração deve inflamar vocês então, não procurarão mais a si mesmas.

24.      Sejam pessoas de poucas palavras e de profundos sentimentos.

25.      Ler, meditar, viver o ofício divino, a Sagrada Escritura e o Missal. Eles nos elevam até o Céu. Outra leitura ás vezes nos confunde.

26.      Tudo deve partir do único e grande Ideal. Tudo deve dirigir-se para ele.

27.      No ônibus, no trem, em todo lugar pensar: “é bonita toda técnica”. Nosso Senhor nos deu “tudo isso”. Isso é meditar.

28.      Vocês são o templo de Nosso Senhor. Ele está verdadeiramente presente em vocês. É um sacrifício que se consome no qual Nosso Senhor pode deixar suas marcas na bondade – na caridade – no sofrimento.

29.      A idéia essencial da Regra de São bento é: a conversão dos costumes, esculpir-nos a nós mesmos como o escultor ao mármore.

30.      A oração sem prática é nula.

31.      Precisamos de mártires que se dê a Deus e ás almas.

 

 

                                             FEVEREIRO

 

1.          “Devemos tornar-nos mártires-brancos”, quer dizer: aspirar unicamente à união com Deus.

2.         Devemos procurar a mortificação dentro de nós mesmos – não fora.

3.         Ser uma pessoa humilde. Uma pessoa humilde é dócil, tem caridade tem fé. Isto é essencial: ser humilde e simples.

4.         A nossa cruz é vermelha. Vermelho quer dizer sofrimento é amor. Nossa cruz não sustenta um corpo, porque nós próprios devemos pregar-nos nela.

5.         Extinguir-se totalmente, consumir-se por Deus. Isso é pobreza. Dar o que está em vocês, seja de valor ou não.

6.         Quando sentirem que não tem bastante caridade, dê ao menos o que tem, não percam horas falando muito disso, mas façam.

7.         Suportar tudo e todos com caridade. Aí esta a maior mortificação.

8.         Preparem-se em silêncio e obediência para se tornarem bons apóstolos.

9.         Há pessoas que se castigam terrivelmente, mas se um pouco mais tarde alguém lhe pisa nos pés, então perderão todo auto domínio.

10.      Não fique pensando em ninharias; Nosso Senhor e largo; siga a pista larga da Igreja.

11.      Cada um vive a seu modo como eremita diante do tabernáculo

12.      Corram sempre para diante a fim de alcançar a nosso Senhor.

13.      Devemos crescer acima de nossos defeitos de caráter; cada um luta com o próprio defeito de caráter, o próprio pontinho.

14.      Ver em todos e em cada um o Cristo. Quando negligenciamos alguma coisa, ou afrontamos uma pessoa é a Cristo mesmo que o fazemos.

15.      Cabe a nós perseverar na caridade. Tudo depende disso. Para isso precisamos de heroísmo e é isso que Deus exige de nós.

16.      Sejamos grandes e largos de alma; concentremos o mundo inteiro em nós; rezemos pelos que não rezam, e pelos que se esquecem de Deus no barulho do mundo.

17.      Cada ação também a menor, seja uma oração, uma oferta a Nosso Senhor.

18.      Vocês devem esculpir a si próprios,  façam disso uma obra prima que se torne o trabalho de sua vida.

19.      Por fim, só uma coisa deveremos ter diante dos olhos: Foi por caridade que Nosso Senhor morreu na cruz por nos!

20.      Não só rezar para obtermos alguma coisa de Nosso Senhor, mas trabalhar bem para obtermos, e pela oração pedir a sua bênção para este trabalho.

21.      Sejamos sempre naturais e olhemos com simplicidade Nosso Senhor e os méritos da cruz.

22.      Temos um ideal magnífico, no qual todos colaboram suportando tudo em caridade.

23.      Que cada um estude a si mesmo e seja um exemplo para os outro; então haverá influência.

24.      Tentem suportar tudo – ficar calmos. – Não chocar os outros quando você se chocar.

25.      Trabalhe o próprio caráter com vontade firme, os outros podem dar-lhe um bom conselho, mas cabe a você fazer.

26.      Cada um deve ser para si mesmo, para a formação de seu próprio caráter, tão duro quanto ferro. Mas deve-se ter um amor intenso um para com o outro.

27.      Conservar tudo novo na Fundação afim de que ela não envelheça logo.

28.      Corrija-se a si mesmo, isto é essencial.

29.       (Ano bissexto) 0Fazer tudo com humildade e caridade; se procurarem a si próprios não terá mais influência.

 

 

                                         MARÇO

 

1.         A verdadeira pobreza é consumir-se; queimar-se por Cristo.

2.         Não ser inconstante, não querer fazer tudo o que os outro fazem.

3.         Se conhecermos nosso principal defeito e sempre procurarmos corrigi-lo, os pequenos facilmente desaparecerão.

4.         Sejam sãos nas coisas naturais e também nas coisas sobrenaturais e assim vivam totalmente para Nosso Senhor.

5.         Há dentro de nós uma luta continua entre duas naturezas, uma luta de duas pessoas em nossa cela. Uma das duas deveremos jogar pela janela.

6.         Pelo amor de Deus fiquem contentes com o que deus lhes dá.

7.         Antes de tudo praticar a caridade. Pensar sempre “bem” uma da outra.

8.         Permaneça fiel; ame a Nosso Senhor.

9.         Refletindo-nos continuamente em Nosso Senhor, nós nos conservaremos pequenos.

10.      Não querer fazer o que outra pessoa faz. – Nada mais querer fazer do que aquilo para que Deus lhe deu as possibilidades.

11.      Todos nós podemos tornar-nos santos. Não fiquemos desanimados ao ver tantas imagens de santos. Eles também lutaram.

12.      São Bento leva em consideração os fortes e os fracos. Aquele que é forte deve ficar contente por que no precisa  de nada extraordinário. Aquele que é fraco deve agradecer a Deus porque recebe alguma coisa extraordinária.

13.      Tenham sempre uma palavra boa. Sejam calmas – de bom ânimo – alegres.

14.      Fazer todas as coisinhas durante o dia unicamente por Nosso Senhor. Isto é oração.

15.      Nunca queira criticar nem escutar os outros criticarem.

16.      Se não compreenderem logo alguma coisa, então antes de tudo obedeçam cegamente; ouçam cegamente.

17.      O que nosso Senhor pôs dentro de nos revela-se naturalmente por um impulso interior. Aproveitem isso.

18.      Pede-se um sacrifício? Fique calado e faça-o com caridade.

19.      Por que vocês vieram para cá? Chamadas por Cristo. Uma vez que pularam dentro, estão presos. Talvez esperneiem contra isso. Não esperneiem demais. Se não  cairão fora.

20.      O apostolado começa pela domínio de si mesmo.

21.      Aproveitem seus talentos para a glória de Deus. Então sentirão alegria interior.

22.      Que fazem os missionários? Não isto ou aquilo – um cafezinho aqui – uma prosa lá. Mas... Vivem uma vida dura; dormem no chão se for necessário. O que é o apostolado? Seguir Nosso senhor na cruz.

23.      Tenham confiança na superiora. Ela nem sempre pode falar. Diga o que acha que deve dizer. Se ela escutar; está bem Se ela recusar dar uma resposta, também está bem.

24.      Quando as coisas não correrem bem agradeça a Nosso Senhor. Nada nasce sem sofrimento.

25.      Há só uma pedra-angular: Cristo. Nesta Pedra existem muitas facetas e cores. Cada um de nós escolhe uma cor; juntos irradiamos um brilho riquíssimo.

26.      Há muitas cores no “brilhante Vita et Pax”, é isto que faz a beleza. Não deseje ser roxa se tiver que ser vermelha.

27.      Se olharmos somente a nos mesmas não teremos tempo, nem coragem para olhar ainda aos outros. Encontramos tão facilmente as nossas próprias faltas nos outros, porque nós próprios conhecemos muito bem estas mesmas faltas.

28.      Façam tudo com caridade – sem falar muito.

29.      Tornem-se pessoas firmes – grandes figuras – pessoas de personalidade – delicadas, leais, naturais.

30.      Quero recomendar especialmente isto: Extirpar todo orgulho e arrogância! Anunciar Cristo ao mundo! Ser oblato no mundo sem pertencer ao mundo.

31.      Não fazemos nada sem ideal, sem entusiasmo. Peçam a Deus a fim de os obterem. Então, podem sofrer e sacrificar; então cantamos tudo na cadência do abandono alegre; então podemos alegrar-nos no sofrimento.

 

 

 

 

                                                         ABRIL

 

1.         Nós temos uma coisa a dizer, uma coisa nova. Comunicamos Cristo, pelo som, pela cor, pela técnica. Onde quer que estejamos devemos ter uma espiritualidade, uma linha. Com todo ardor de nosso coração nós nos preparamos para um mundo novo.

2.         Tenha uma grande fé: sem saber “por que” ou “no que”. Quem crê não precisa de provas. Quem não crê nunca será convencido, mesmo quando se dá prova sobre prova.

3.         Procurem Cristo no Evangelho. Um deve segui-Lo pelo amor, outro pelo sofrimento, mas todos em mútua harmonia.

4.         Ser jovial – largo de espírito, não tomar nada a mal, ser sincero, nobre, leal. Suportar tudo e todos com caridade; aí está a maior mortificação.

5.         Buscar a Deus com sinceridade. Isto não consiste em fazer muitos retiros e muita leitura espiritual, mas em ter intenção reta. Muitos pensam buscar a Deus, mas na verdade buscam a si mesmos.

6.         Examine-se uma vez a si mesmo. Ainda não estamos prontos. Ainda há um monte de egoísmo. Em primeiro lugar precisamos livrar-nos disso.

7.         Vocês praticarão maior humildade limpando os vestidos e cuidando do brilho dos sapatos do que descuidando de tudo isso.

8.         Se tiverem verdadeira caridade para com alguém, nem um pouquinho de impaciência no interior, então poderão dizer-lhe coisas duras: ele aceitará e será mais seu amigo.

9.         Se vocês não derem o exemplo antes, não poderão dar educação aos outros.

10.      Ser delicado – recolhido, viver com Nosso Senhor.

11.      Se não quiserem trabalhar na linha de “Vita et Pax”, não serão bem sucedidos.

12.      Precisamos conservar a fineza de nosso próprio ambiente, mas isto não pode tornar-nos impenetrável; se não, não poderemos entender a realidade da vida diária que tanto precisa dos oblatos.

13.      Deve ser a mesma coisa para nós: sermos louvados ou desprezados.

14.      Amar todos, suportar tudo, compreender tudo, sofrer tudo em Deus.

15.      Deus não nos pergunta o que fazemos, mas como o fazemos. Nós queremos enobrecer tudo, o menor trabalho, a ocupação mais insignificante.

16.      A prova de nosso amor para com Deus exprime-se na manifestação de nosso amor para com o próximo.

17.      O próprio “eu” deve ser submetido para se chegar ao espírito de Comunidade.

18.      Formemos nosso caráter com toda retidão – lançando-nos diante do Santíssimo; sejamos retos.

19.      Educação, humildade, cortesia, docilidade, bondade, caridade: tudo se resume a uma única coisa. Se você tem estas coisas por natureza agradeça a Nosso Senhor. Se não, trabalhe, pois para adquiri-las.

20.      Permaneçam todos no próprio cargo: Se não, perderão as suas iniciativas, irritarão os outros e acabarão sem fazer nada. Há gente que se interfere em tudo; fazendo assim, perde todo respeito e influência.

21.      Estude a liturgia e os livros sagrados. Deus e a Santa Igreja são eternamente jovens.

22.      Nossa cruz é vermelha – vermelho significa sofrimento. Sofrimento é amor.

23.      Se não procurarmos melhorar a nós mesmos, a melhor orientação não terá resultado. Devemos modelar a nós mesmos – impor-nos uma mortificação.

24.      Não fiquem desanimados ao verem tantos santos retratados como santos. Durante sua vida também eles foram fracos como nós – e também eles choraram e lutaram.

25.      Pelas dificuldades do próprio apostolado sua alma se tornará purificada e delicada.

26.      A Fundação será um monumento magnífico ou uma casa frágil; depende do que nos mesmas fizermos dela.

27.      Carregar nossa cruz e ergue-la; pregarmos-nos nela; então ressuscitaremos.

28.      Fraqueza não e tão grande mal: isso fica entre Deus e nós, - desde que queiramos ser sinceros e humildes.

29.      Nosso ser, nosso dom, eis a nossa oração.

30.      Uma pessoa humilde obedece facilmente, tem caridade e confiança, tem fé. Sejam humildes. Isso é verdadeiramente o essencial.

 

                                                 MAIO

 

1.         Como um general com os seus soldados assim deveram ser aqui. Um comando: e imediatamente eles avançam! Aquele que não quer avançar é um obstáculo para os outros.

2.         Busquem a Deus e procurem dá-Lo aos outros.

3.         Aperfeiçoar os hábitos em tudo que se pedir de nós – mas em tudo mesmo. Continuamente trabalhar e tirar as arestas.

4.         Se tudo vai bem ótimo. Se não vai bem: também esplêndido. Aceitamos tudo como nos vem.

5.         Sejamos bons durante todo o dia. Suportando, compreendendo. Isso é a nossa meditação. Isso é oração continua.

6.         Vocês precisam sempre prestar atenção: Cada um em seu cargo; não interferir um nas coisas do outro.

7.         Não procure em tudo o extremo. Não se consegue fazer sempre isso. Seja são em tudo.

8.         Ter caridade e idéias novas e ser atual. Não voltar a forma antiga dos espíritos estreitos que interferem em tudo, que se intrometem em tudo.

9.         Seja simples e fique contente com o lugar que Nosso senhor lhe dá.

10.      O “eu” domina demais. Precisamos voltar à idéia de Comunidade.

11.      A verdadeira pobreza é aproveitar ao máximo os próprios talentos. Consumir-se até tombar por Cristo.

12.      Em público seja cortês e mantenha uma atitude oficial.

13.      Exultar na Capela. Cantar com ardor. Fora da capela: dominar-se. Não fazer o contrário: ficar à vontade na Capela, e logo que sair bater as portas e conversar animadamente: dissipação.

14.      Seja uma pessoa calada, mas uma pessoa de ação.

15.      Para nós a vida deve ser um martírio branco.

16.      O homem faz geralmente, ele próprio, a vida complicada. Para nos deve ser a mesma coisa: ou sermos desprezados ou louvados.

17.      Sacrificar e lutar. Isto não se realiza sem preocupação e aflição.

18.      Obedecer – uma vez dita qualquer coisa: escutar e executar imediatamente.

19.      Trabalhar com o que há de bonito na atualidade para atrair as almas a Deus. Fazer tudo com grande caridade.

20.      Banir a mesquinhez e a morbidez – abnegar-se a apagar-se completamente. Seguir a grande linha. Não procurar o próprio interesse.

21.      Fazer de tudo uma oração. Viver conscientemente: A Santíssima Trindade mora em nós! Viver interiormente com Deus.

22.      O Ofício divino contém tudo – cada dia traz uma cor nova e uma idéia nova.

23.      Seja sério – tornar-se uma pessoa leal e delicada. Para isso precisamos de uma colaboração em tudo – não gritamos das janelas – não batemos as portas – sermos concentrados e calados: isto terá uma boa influência no todo.

24.      Somente quando se tiver profunda vida espiritual, poder-se-à dar.

25.      Amar todos em Deus – o Mosteiro todo – cada membro – suportar tudo – não menosprezar um ao outro.

26.      Quando o Superior falar alguma coisa não replicar, mas obedecer cegamente. O único meio para progredir é: obedecer logo.

27.      Se quisermos realizar a Fundação então é preciso conservar o espírito puro de “Vita et Pax” e não deixarmos arrastar pela influência dos outros.

28.      Se nos pedirem um sacrifício, não nos queixemos, mas calemos, e façamo-lo com caridade.

29.      Não fazer tudo difícil nem ver tudo obscuro. Nunca se pode escapar da cruz. Alegrem-se no sofrimento.

30.      Procure a Deus no Evangelho. Ai atua Cristo. Cristo atua positivamente.

31.      Deus não nos pergunta o que fazemos, mas como o fazemos. Devemos aperfeiçoar tudo: o menor trabalho, o mais insignificante cargo.

                                            JUNHO   

 

1.         O cargo dos monges e das monjas: oração, contemplação, Ofício Divino – apagar-se, dar-se totalmente em caridade. O cargo dos oblatos e das oblatas: ação, entusiasmo, ardor, estar sempre prontos para tudo, dar-se em caridade.

2.         Se alguma coisa não for bem: vá ao Tabernáculo.

3.         A oblata é missionária – abandona tudo por Cristo. Frio ou calor, conforto ou falta de conforto, tudo está bom. Ser oblata é renunciar.

4.         Sofrer e lutar consigo mesmo até ao sangue e as lágrimas; dar-se a Deus por amor. Cristo deu-se totalmente por nós na cruz.

5.         Use a dureza de seu caráter para consigo mesmo e então tornar-se-á brando para com os outros.

6.         Nós nos demos uma vez a Deus, não para ter comodidade segundo a nossa natureza humana – nem para procurar tranqüilidade, mas para sofrer e lutar com amor e alegria.

7.         Quando formos caluniados: ofereçamo-lo a Nosso Senhor. Quando formos venerados: então também ofereçamo-lo a Nosso Senhor.

8.         Trabalhamos para o futuro: para uma nova idéia – é para isso que permanecemos prontos.

9.         Cada um tem sua própria caderneta – seu próprio temperamento. É por isso que nunca se deve ter inveja dos dons dos outros.

10.      Prende-se à idéia: eu me dei uma vez, agora aceito tudo e não quero mais preocupar-me com isso.

11.      Se não procurarmos melhorar a nós mesmos, nenhum esforço adiantará – nem a melhor orientação.

12.      Não imaginem que logo alcançarão resultados e nomes no apostolado. Primeiro sofrer – crescer – continuar com perseverança – Nunca ou jamais abandonar um trabalho uma vez iniciado.

13.      Se o ideal exigir abandonamos tudo: felicidade do lar, palavras carinhosas, conforto, tudo.

14.      Alguém que tenha refinamento estético estará mais adiantado no caminho da perfeição.

15.      Trabalhemos todos como um só corpo para o bem da Fundação. Comportemo-nos de maneira irrepreensível. Ajudemo-nos uns aos outros para que se torne uma Fundação santa.

16.      Estão adormecidas dentro de nós muito mais capacidades do que pensamos. Devemos dar a todas a possibilidade de crescer.

17.      O Espírito Santo vem com seus dons: dá a cada um sua parte. Se vocês não estiverem prontos para receber este dom, como querem, então, que o Espírito Santo opere em vocês? Mas se colaborarem, então Pentecostes será realmente Pentecostes!

18.      Se vocês forem humildes e fizerem tudo em caridade, então tudo será uma oração a Nosso Senhor.

19.      Fazer tudo moderadamente: reto – delicado – perfeito. Nisso conhece-se o artista. Não é preciso por seu nome, mas vocês o conhecerão pelo cuidado com que for criado o trabalho.

20.       Sejam sinceros para com Nosso Senhor e para consigo próprios. Sejam mansos e escutem, assim poderão ser também alegres.

21.      As oblatas devem estar seguras de si mesmas. Interiormente equilibradas – elas mesmas devem poder orientar os outros – devem conservar a linha de “Vita et Pax” – não desviar por nada. Imagine que as oblatas se deixem influenciar por diferentes correntes e direções, então estaremos perdidos.

22.      Não se comparem com os outros. Dêem o que vocês próprios tem. Vocês não podem dar mais do que tem.

23.      Resolvam todas as dificuldades diante do Tabernáculo, á sombra de Deus escondido. Vivam calados e silenciosos á sua sombra.

24.      A liturgia nos indica o caminho certo. Somos a corte do rei. Rigorosa etiqueta deve dominar na corte.

25.      Quem tem talentos não devem pensar constantemente no quarto talento que ele não tem.

26.      Nunca terá o talento de seu vizinho. Fiquemos com os nossos próprios talentos, mas desenvolve-los o máximo possível. Estão adormecidas dentro de nós muito mais capacidades do que pensamos.

27.      Nunca falar mal dos outros. Permanecer unidos como um único corpo. Ligados uns aos outros como uma corrente. Colados uns aos outros como os flocos que formam uma bola de neve, rolando continuamente cresce sempre mais.

28.      Eu canto os salmos: a oração da Igreja. Rezo o Ângelus: uma oração particular. Encontro uma pessoa conhecida – dou um aperto de mão: ainda uma oração. Todos os meus atos devem ser dominados pela minha vida interior. Assim pode ser que um aperto de mão tenha mais efeito do que falar muito.

29.      Se vocês tiverem verdadeira caridade então serão também humildes e simples.

30.      Se alguma coisa não vai bem: vá até o Tabernáculo e arranque-o sem compaixão.

 

 

 

                                                   JULHO

 

1.         Vocês sofrem alguma coisa? Pensem imediatamente em Cristo. Ele sofreu tanto!

2.         Uma pessoa sensível deixa-se abalar por tudo. Tenham cuidado para permanecer sãos e com os dois pés no chão.

3.         Deus nosso Senhor chegou à terra sofrendo e morreu sofrendo por nos. Quando chegar a sua cruz carreguem-na com alegria.

4.         Uma vez feito o sacrifício, então naveguem entre tudo até a esplendida luminosidade: o Céu! Deixem de lado todos os canaizinhos transversais. Estão no barco. Agora é preciso remar sem parar! Se houver algum obstáculo, dêem um impulso – vençam-no; avante!

5.         Crescer acima dos defeitos do caráter.

6.         Livros são principalmente materiais de estudo. As vidas dos santos podem servir de exemplos e ajudar no desenvolvimento da sua vida interior. Mas cada um tem seu próprio livro.

7.         Compreendam tudo com espírito largo: fora com os portõezinhos e cercas de arame. Ora numa poltrona, ora no martírio. Assim é o tempo em que vivemos.

8.         Um pode rezar constantemente, outro não. Isto não deve desanimá-los. |Porém não fiquem aborrecidos, por verem alguém rezar sempre. Não se preocupem com isso. Usem os seus próprios talentos.

9.         Vocês devem extirpar a crítica  interior. Se ela se armazenar haverá mais tarde uma explosão.

10.      Como era a tendência no berço, assim permanece o caráter até agora. Cumpre-nos emendá-lo.

11.      Observem o espírito de “Vita et Pax”, desenvolva-o, fortaleçam-no.

12.      Nunca digas “Estou sem trabalho”. Isso não é verdade. Podem sim dizer às vezes: “Enfastio-me”. Se então oferecerem esse fastio a nosso Senhor, isso também será mais uma oração.

13.      O santo sacrifício da Missa é o maior drama que se realiza na terra. Vão a um teatro lá reina o máximo silêncio. E na Missa? Aí a participação, a concentração ainda não são suficientemente fortes.

14.      O corpo nos arrasta, puxa para baixo. Saibam bem disso e compenetrem-se de que somos seres humanos. Como tal não podemos ficar sem luta.

15.      Enfrentar corajosamente a cruz e os sofrimentos quando vierem.

16.      Se tiver acontecido alguma coisa, aconteceu! Não pensem mais nisso. Sorriam a Nosso Senhor. Temos que ir à terra do Sol.

17.      Formar Cristo em nós. Ter os olhos voltados para Ele. Não se ocupar demais consigo mesmo.

18.      Façam quanto possível um pequeno céu na terra. Até o sábio cai sete vezes por dia. Antes de tudo não se deprimir. O corpo nos atrapalha muitas vezes, mas não devemos embaraça-nos ainda mais.

19.      Ser são. Usar primeiro os meios naturais, fazer tudo o que e possível, esforça-nos ao extremo. Se, de nossa parte, fazemos tudo o que podemos e temos uma confiança inabalável em Nosso Senhor, Ele nos ajudará.

20.      Não querer fugir à cruz, mas carregá-la. Nosso Senhor a carregará conosco.

21.      Levar a paz a toda parte onde reina intranqüilidade e discórdia.

22.      Nenhum de nós pode dizer: “Eu sigo o meu próprio caminho”. Todos devem partir do único grande Ideal e tudo deve dirigir-se a ele. Vocês não estão na Fundação como indivíduos, mas como partes do todo.

23.      Cristo rezou primeiro durante trinta anos para fazer compreender quanto a ação é difícil, e quanto e preciso que ela esteja firmemente baseada na contemplação.

24.      Vocês se deram a Deus Nosso Senhor e às almas. Dêem-se então inteiramente. Ainda não deram o máximo.

25.      Depois do Ofício Divino: permanecer em recolhimento, comportar-se mais delicada e respeitosamente; andar e inclinar-se corretamente. O início  da vida espiritual é a cortesia.

26.      Ainda que não tenham nenhum talento, se tiverem humildade, daí brotará alguma coisa boa.

27.      É claro que a observação rigorosa do regulamento deve dar margem às exceções, mas prosear em todos os cantos dissipa a vida monástica na Fundação. Riam e saltem na hora do recreio, mas fora disso observem o regulamento.

28.      Contentem-se com o que podem – senão se tornarão soberbos.

29.      Não se deixem influenciar pela inconstância de seu temperamento.

30.      Ainda não conhecemos a figura de cristo, nem pela metade. Devemos estudá-lo muito mais e empregar a sua tática para ganhar as almas.

31.      Apóiem-se mutuamente, mas sem se intrometerem um no cargo do outro. Não pensem que deve dar conselhos.

                                         

                                      AGOSTO

 

1.         Na Missa diária (Epistola, Evangelho, etc.,) vocês encontraram sempre algum ponto que pode servir para alimentar os seus pensamentos.

2.         O Ofício Divino deve atuar em vocês. Façam seu trabalho no mesmo ritmo: silenciosa e delicadamente.

3.         Vocês devem fazer uma boa “Scola Dei”. Não olhem ao redor para escolher uma pessoa que mostre certa predileção por vocês, fazendo assim sua própria fundação.

4.         Sob a bênção de Deus e a proteção de Nossa Senhora alcançaremos o Céu.

5.         Fazer de tudo uma oração: no ônibus, no trem subterrâneo. Meditação: que bondade de deus esta técnica, estes trens...

6.         Quem já esteve doente pode compreender melhor os doentes.

7.         Se sentirem que não têm bastante caridade – dêem pelo menos o que têm  - mas não falem demais disso: façam!

8.         O próprio “eu” aparece sempre. Então, Cristo se esconde no silêncio e não diz nada mais.

9.         O que nos atormenta não e nada demais. Cada um tem seu temperamento. Entramos todos no Mosteiro com as tendências de nossa família. Devemos continuamente procurar permanecer “sãos”.

10.      Sejam delicados – tranqüilos – recolhidos. Sejam pessoas silenciosas.

11.      Falar pouco, mas fazer muito, de maneira que alguma coisa irradie de vocês.

12.      Corramos todos para Cristo em uma só ondulação de linha viva. Se houver unidade, então haverá também ritmo, um único movimento, uma única inspiração – sem dispersão.

 

13.      Comecem por ser pessoas de bons sentimentos, por ver suas próprias faltas e não criticar os outros.

14.      Deixar cair a cabeça e os ombros, mostra que se busca a si mesmo. Esta atitude leva ao compadecimento de si próprio. Não se deve aceitar o militarismo (disciplina monástica) à força, mas porque a atitude militar é bonita.

15.      Busquem a Deus - e procurem dá-Lo aos outros.

16.      Nada de mística falsa – permaneçam sãos – atuais – alegres. Jovens e não velhos nem de visão estreita.

17.      Se alguma coisa não for bem pensem em primeiro lugar :é minha culpa.Entrem um momento na capela:reconheçam humildemente sua  incapacidade.

18.      O Tabernáculo  é bem pequeno,mas a casa toda é um conopéu ;ai nós vivemos, trabalhamos e brincamos com Cristo junto a nós

19.      Procurem dizer tudo com mínimo de palavras possível e não perder tempo falando.

20.      “Fineza” não está apenas em fazer coisa finas, mas em acabá-las bem. Tudo deve ser bem acabado.Não diminuir o esforço nem parar no meio do caminho.Isso é “Fineza”.

21.      Não se preocupe demais com coisas insignificantes: o essencial se perde.

22.      Procurem a Deus. Querem encontrá-lo?Credo. Eu creio.

23.      Não se deixar paralisar pelo temperamento e pela hereditariedade. A nossa melhor meditação é formar-nos a nós mesmos. Se quiserem realmente atingir a sua finalidade saibam carregar a cruz de Cristo.

24.      Falar tão pouco quanto possível, ai está nossa força. Ouvir,ver,e assimilar muito.

25.      Chicotear o burro. Esporear-nos continuamente.

26.      Se encontrarem um defeito, qualquer que seja, em alguém, suportem-no. Rezem uma ave Maria e isso será mais fácil.

27.      Procurem uma orientação que os dirija segundo a própria vontade?Assim destruirão a si mesmos. Não entraram aqui para isso.Vocês devem esquecer à si próprios e dar-se.

28.      Quando trabalhamos no mundo levemos conosco a vida monástica, viemos para cá, fora do mundo, para nos elevarmos.

29.      Analisando-se a si mesmo e reparando-nos outros o dia todo, não conseguirão ir para frente. Entreguem-se4 totalmente a Jesus.

30.      Precisamos de mártires que se dê a Deus e ás almas.

31.      Quando sentirem surgir em si a mínima critica, ponham imediatamente a culpa em si mesma.

 

                                  SETEMBRO  

 

1.         Durante o ano de formação observar-se-á rigorosamente e regulamento e o horário. Estudar,não falar durante as horas de silêncio,não falar escadas e nos corredores,dedicar-se á formação do caráter e ao domínio de si mesmo.

2.         Pessoas que saibam guiar e sofrer, assim devem ser os dirigentes.

3.         Antes de vermos o cisco nos olhos dos outros, vejamos em primeiro lugar a própria trave.

4.         Pôr a alma em tudo. Fazer surgir o entusiasmo.

5.         Peçam toda a orientação na Fundação: não fora.

6.         Quanto mais concentrados viverem, tanto mais profundamente poderão fixar as bases do apostolado, tanto mais sentirão a vibração da época.

7.         Quando perceberem que possuem algo de bom não devem ficar orgulhosos. A Fundação só crescerá pela humildade.

8.         Trabalhar positivamente: Cada um trabalhe com autonomia. Você próprio faça bem o seu trabalho e não relate o que os outros fizerem mal.

9.         Quero de modo especial recomendar isto: extirpar todo orgulho e auto-suficiência. Não viver mais vocês mesmos, mas deixar cristo em vocês.

10.      Nosso Senhor continuou firmemente o seu caminho, mesmo quando não foi compreendido e foi pregado na cruz. Também deve ser a mesma coisa para vocês,serem desprezados ou louvados.

11.      “Creiam sem saber “porque” e no que”. Digam todos os dias na Missa: Meditem isso. Saibam oferecer tudo. Saibam oferecer tudo. Saibam dar-se.

12.      Viver a época moderna. Ser atual. Enfrentar o que vem vindo. Lembre-se bem: não criticar nada.

13.      Vocês devem aprender a trabalhar depressa, com agilidade, senso prático e habilidade.

14.      Sabedoria é nada sem humildade. Esfregar o chão e estudar tem o mesmo valor.

15.      Vocês devem saber ter liberdade; se não será necessário impor obrigações e restringir a liberdade.

16.      Todo o louvor que lhes derem deve pertencer a Cristo. Se, logo que for louvado, pensarem que louvor è para vocês, farão ídolos de si mesmos e isto será sua ruína.

17.      Vocês entraram aqui por Nosso Senhor. Para oferecer sacrifícios e não para ter comodidade.

18.      Caminhar – falar – rir delicadamente. Conhece-se o sábio pela virtude do silêncio. Ele sabe rir silenciosamente.

19.      Não perder nada nem espiritualmente, nem materialmente; nenhum minuto. Verão que progresso farão e quanto produzirão.

20.      Todos os caracteres devem caber na Fundação. Todas as diversas peças devem formar um único mecanismo.

21.      Escrupulosidade é desequilíbrio. Se há uma duvida, o melhor é perguntar, e depois... Obedecer. Senão surge o orgulho.

22.      Não dê conselhos. Se uma coisa é de muita utilidade para a Fundação, então a diga. Se  não for é preciso dizer tudo porque isso seria buscar a si mesmo.

23.      Se pensem: “As coisas não vão bem”, não joguem a culpa nos superiores, mas em si mesmos.

24.      Levantar a cruz bem alta. Quanto mais perto de Nosso Senhor tanto mais lugar para a cruz. Não procurar outro caminho que não seja o da cruz. Finalmente se-guir-se-á o triunfo.

25.      Se é possível concentrarmor-nos bem durante a S. Missa quando tudo está em ordem dentro das nossas almas e ao nosso redor. Quando alguma coisa não vai bem, no sótão, na cozinha, nos sentimos na estação da S. Missa. A S. Missa exige uma hora de concentração profunda. O Missal exige uma hora de concentração profunda. O Missal deve ser o “vade-mecun” de toda sai vida.

26.      Temos uma coisa a construir – uma coisa nova.  A técnica é boa se nós a batizamos em Cristo. Devemos dar a matéria ardor espiritual.

27.      Humildade é essencial para a educação integral. Muitas vezes uma manifestação de orgulho é falta de educação, pois uma pessoa educada distingue-se pela gentileza, simplicidade, flexibilidade, discrição, benevolência e amor sobrenatural.

28.       Ter visão larga, ser leal e ardente. Suportar uns aos outros – não se preocupar com pequenas coisas, não valorizar a futilidade, não relatar coisa alguma, nem se intrometer nas coisas dos outros.

29.      Em primeiro lugar esforcem-se pela própria “conversão dos costumes”, como S. Bento fala: o defeito que vêem em outro, muitas vezes vocês mesmos os tem.

30.      Resolver entre si mesmos as pequenas dificuldades com caridade, compreensão e respeito mútuo.

 

 

                                           OUTUBRO   

 

1.         Temos o dever de compreender nossa época; não se prender a um conservantismo irrazoável. Se uma coisa esta na linha de “Vita et Pax”, muito bem. Se não, jogue fora!

2.         Cada um deve aprender a conhecer a si mesmo – e nunca se ocupar com os outros, segundo a espiritualidade da Fundação: nunca, jamais interferir no cargo dos outros.

3.         “Scotenhof” deve ser uma árvore grande com muitos galhos. Sejam alegres e entusiasmados. Sentem, cantem num galho desta árvore. Atraiam as pessoas e elas virão. Saltem para um galhinho mais alto e as pessoas os seguirão até chegarmos todos juntos ao Céu.

4.         Vocês devem declarar morte à intromissão à curiosidade, a interrogações capciosas, à mania de grandeza, à indiscrição, ao orgulho, à inveja.

5.         A nossa cruz é vermelha e sem corpo a fim de que vocês se vejam nela. Em primeiro lugar devem morrer totalmente para si mesmos, devem renunciar a si mesmos. Eis o martírio branco. Saibam bem que a sementinha, o grãozinho de mostarda, tem que morrer antes de a arvore crescer.

6.         Ser delicado, gentil, silencioso, santo exalar como o bálsamo uma grande bondade, como nós vemos em Nosso Senhor no Evangelho. Nunca ser rígido, mas sempre misericordioso cheio de bondade e de amor.

7.         Quando tiverem renunciado totalmente a si mesmos, escondam-se, então, sob o manto de Nossa Senhora; Ela cobrirá sua pequenez, Ela os amparará.

8.         Se tiver de natureza bondade, delicadeza e caridade agradeçam, a Nosso Senhor porque tanto mais depressa a natureza será sobre naturalizada. Se não tem muitas virtudes, trabalhem, pois para as obterem.

9.         Falsa humildade diz: “eu não sei fazer isso” ou “eu não sou digno”, na verdade isso é egoísmo. A espiritualidade sã está em explorar cem por cento o seu talento e lutar por ele como guerreiros que tombam no campo de batalha.

10.      Educação, humildade, cortesia, delicadeza, bondade, caridade, tudo isso é uma única família.

11.      Para cada tarefa devemos cultivar a habilidade necessária. Desenvolvam seu talento, lutem por ele, sofram trabalhem e dentro de dois anos, serão hábeis e peritos. Pode acontecer que em alguns dias isso seja difícil: é humano. Mas não abandonar. Perseverar. Uma vez que começamos, devemos continuar.

12.      O apostolado é a irradiação de sua vida interior. Pode parecer estranho, mas para a vida interior o fundamento é: a cortesia e a educação.

13.      O desenho de uma pessoa é ardente, de outra é fria. Por quê? Uma das duas deu algo mais ao desenho. Assim também com a preparação de um “prato de frios” e outras habilidades. Façam sua tarefa com caridade e animo.

14.      Vivam totalmente em Cristo e para Ele, o acharão no sofrimento. Sofrimento é caridade e caridade é sofrimento. É impossível exprimir, isso é a loucura da cruz.

15.      Se você tem alguma observação a fazer então ponham abertamente as cartas na mesa. Assim nós iremos para frente. Mas não criticar entre duas ou três. Isso não é justo, isso não é sincero.

16.      Pela ação do Espírito Santo nascem diferentes ordens na Igreja; uma vez escolhida uma cor, fiquem com ela; Uma única espiritualidade em nossa Fundação: Unidade em Deus.

17.      Sejam como aves na oliveira que voam, cantam irradiam as cores e levam a Paz a todos os lugares. Sejam geniais, não suportem ninharias.

18.      Repisar muito uma coisa e sinal de ignorância. Quando compreenderem uma coisa claramente, não voltarão a falar nosso. O verdadeiro sábio não desperdiça suas palavras.

19.      Vivemos numa época de materialismo e mecanismo. Devemos espiritualizá-la, e leva-la para Cristo.

20.      Não procurem a si mesmos, não procurem o que os embeleza, o que é agradável ao seu caráter, mas procurem as almas!

21.      Doenças e defeitos não devem desencorajar-vos. Fiquem contentes por serem assim como Nosso Senhor os fez. Como nascemos assim permanecemos; podemos somente aperfeiçoar nossas tendências; para isso são necessárias fé e boa vontade. Um defeito deve ser um incentivo para nós nos corrigirmos.

22.      Deus sabe dirigir tudo a um bom termo. Por isso nunca julgar, nunca condenar.

23.      A obediência não deve ser servil, mas dar-se de boa vontade em caridade.

24.      Educação para nós quer dizer: suportar um ás outras em amor por Nosso Senhor: “Ubi caritas Deus ibi est” (Onde esta a caridade ai esta Deus). Isso deve ser meditado desde manhã até a noite.

25.      Consultar livros; sim. Mas depois deixa-los de lado e criar uma coisa nova para Cristo.

26.      Dever haver na Fundação ardor e entusiasmo, assim as almas se sentem atraídas.

27.      Cada um tem seu defeito. Vocês condenam porque não compreendem isto. Olhem para o Cristo, o maior amigo dos pecadores. Não se observam uns aos outros, mas a vós mesmos – isso é suficiente.

28.      Vocês devem estar bem vestidas como oblatas, mas comportem-se seriamente em tudo. Nunca ninguém as abordará se tiverem uma atitude discreta. Conservem uma atitude digna oficial e reservada.

29.      Trabalhar apressadamente com muito barulho: não é assim que se faz apostolado. Apostolado é trabalhar constantemente em qualquer trabalho que seja.

30.      Vestir o uniforme é: manifestar abertamente que vocês se deram a Deus. Vocês lutam, rezam, sacrificam com o Cristo. A Ele o sucesso - a honra – a glória!

31.      Não correr dentro da casa, nem nas escadas. Levar em consideração a dignidade monástica. Fechar as portas suave e delicadamente. Fazer tudo com calma e serenamente. Não gritar. Ser moderado nos gestos.

 

 

 

                                                            NOVEMBRO

 

1.         Empreendem isto: o dia todo mudar um pouquinho isto, curvar um pouquinho aquilo, sempre se modelando a Cristo – cortar o que não presta.

2.         Não se queixar logo que o trabalho é muito, carreguem todos juntos o peso.

3.         Aprendam à virtude do silêncio na Escola Dei. Reflitam um pouquinho sobre o que estão fazendo. O Cristo fala a você o dia todo, no silêncio do seus corações,sem palavras. Mas vocês não escutam, não tem tempo para escutá-lo.

4.         Quando é feita uma observação, apenas para o bem da Fundação, tem-se logo toda uma explicação como resposta. Por isso é imprescindível que se forme o próprio ser gentil e paciente.Cortesia e educação convém a todos.

5.         Por que permanecer tão rude? Não sejam rudes, mas gentis e calmos, moderados e eficazes nos seus atos e palavras. Pratiquem isso também no trato com os objetos:toda matéria exige um tratamento conforme à sua própria natureza,e somente pode chegar ao seu valor real quando a pessoa que a trata tem cuidado devido.

6.         silenciosos, calmos e discretos, humildes, pessoas de espiritualidade profunda, e ao mesmo tempo ardorosos e zelosos. Antes e depois da estação cada Sejam uma irá em profundo silêncio e serenidade para o seu quarto,pensando na santa Comunhão.

7.         A rudeza quebra o recolhimento, perturba a harmonia com Cristo e faz mal às almas delicadas como nossa fundação Vita et pax as quer. Educação e auto-domínio formar a base da Unidade.

8.         Sejam silenciosos e andem delicadamente. Reflitam um pouquinho,por favor! Sejam amáveis e bondosos para com os outros, e eles serão bondosos para com vocês. Permanecer calmos numa época sem calma.

9.         O autodomínio exterior conduz ao aperfeiçoamento interior e é também uma forma de penitencia. Façam tudo dignamente à maneira monástica.Sejam calmos e rudes.Não pisem com força,não falem nos corredores.

10.      Cristo foi sozinho, completamente só, até á cruz.

11.      Cada um deve olhar a si mesmo e não aos outros. Não interferir em todas as coisas e não ser mesquinho nem de visão estreita,não se intrometer.

12.      Uma Fundação exige grandes sacrifícios: uma colaboração’’em bloc’’(=em bloco) em caridade mutua e humildade perfeita, no mesmo espírito e por um único ideal.

13.      Caridade suporta tudo-compreende tudo. Não queiram ver tudo difícil.Vejam em tudo boa intenção.Não fiquem tolhidos por uma injustiça.Caridade-Caridade-Caridade!

14.      Construam espiritualmente e materialmente o Ideal Vita et Pax num todo bonito, com cunho próprio, de maneira que todos venham aos membros de Vita et Pax para aprender algo novo.

15.      Cada um preste atenção a si mesmo, á sua própria tarefa, a sua devoção, seu talento. Nunca preste atenção nos outros, mesmo se eles fizerem mal alguma coisa o ano todo.

16.      Que cada um de nós seja humilde e caridosas-pessoas de poucas palavras, mas de grandes feitos.

17.      Seja um em espírito - em querer e aspiração-em compreensão mútua. Que o sol ardente do amor de Deus anime a todos nós para trabalhar sem reserva,como um único corpo,pelo ideal da Fundação:”Para que em tudo Deus seja glorificado”.

18.      O espírito de intervir, criticar e intrometer-se sob qualquer forma que seja, deve ser inteiramente banido. O espírito de intromissão e crítica traz só confusão,dificuldades,destrói as iniciativas e desanima.

19.      Então, com coragem novamente ao trabalho-como um único corpo pela Fundação, sem discordância de energia e zelo, por amor a Deus e à nossa Santa Mãe Maria, pela própria santificação e pela santificação das almas.

20.      Nossa mentalidade deve ser larga e profunda, nobre, séria e sincera. Nossa espiritualidade deve ser sã.A liturgia è o meio para conservar esta espiritualidade no caminho certo.

21.      Ninguém fará crítica. Quem faz isto, tem, ele próprio, culpa. Olhem-se, portanto, bem a si mesmos. Ninguém tenha observações a fazer sobre qualquer coisa que seja. Então acabemos com de uma vez por todas. Caridade, e não amor-próprio. Não haja desculpas. As prescrições devem ser estritamente observadas.

22.      Todos trabalhamos juntos - constante mente plena caridade mútua - com generosidade a ardor, com entusiasmo fervoroso e ilimitado pela difusão da Fundação “Vita et Pax”que é obra de Deus para os  novos tempos que hão de vir e para o mundo todo.

23.      Scola Dei: profunda formação interior; um ano de plena dedicação e estudo – um ano antes de tudo de formação e aprimoramento da alma, um ano no pleno sol irradiante da vida e do amor de Cristo.

24.      Aprender e suportar e compreender uns aos outros. Não reprovar nem criticar nem mesmo o que a nossos olhos é a maior loucura o que nossos  olhos è incompreensível pode ser uma inspiração da Nosso Senhor.

25.      Ao entrar começa uma vida completamente nova; então tem lugar um renascimento. Nacionalidade não existe mais. Vivemos de Cristo e vamos todos para ele, nosso único Rei.

26.      Há caráteres que ficam sempre insatisfeitos. Não podemos fazer nada contra isso. Esse caráter tais pessoas já tinham também em casa e em toda parte. Se não sentimos satisfeitos dentro de nós mesmos, outros não nos podem proporcioná-la.

27.      Apreendam bem tudo que vêem e estudem também a si mesmos até que tenham completo domínio sobre si. Só assim vocês podem comunicar alguma coisa às outras almas.

28.      Falar muito nos deixa vazio. Aquele que não exprime imediatamente todas as impressões, mas as apreende em silêncio e as assimila em oração e seriedade, pode dar na hora oportuna uma palavra prudente, e torna - se uma força para os outros.

29.      Sejam amigos de todos. Dêem-se inteiramente, mas de maneira que outros o olham sempre com respeito por causa de Cristo.

30.      Devemos ser sempre delicados, saber ouvir em silêncio, ficar pacientes, mesmo quando alguma pessoa nos irrita.

 

 

                                          DEZEMBRO

 

1.         É preciso querer fazer a Scola Dei rigorosa para si mesmo pela observância pontual do Regulamento. Assim aprender se a se dominar inteiramente.

2.         Devemos ser simples em tudo, livres e não forçados, deixar de lado pequenos e aborrecidos costumes.

3.         Cada um deve procurar fazer a permanência aqui bonita e frutuosa pelo diligente trabalho consigo mesmo e pela ardorosa caridade mútua.

4.         Logo que entramos somos  como crianças que ainda não alcançaram a idade do uso da razão. Devemos obedecer cegamente e simplesmente. Quando alguém falar: faça isto ou deixe aquilo, a criança fará simplesmente o que foi mandado sem saber a razão.

5.         Dizem: aquele convento é rigoroso? O que é rigorosidade? Melhorar os próprios costumes. Aí esta a verdadeira rigorosidade, isso é a maior rigorosidade.

6.         Sofrer e lutar com Cristo. Carregar as dificuldades da vida com Ele.

7.         Quem é covarde nunca pode realizar coisa alguma: certamente nem no Apostolado.

8.         Queremos morrer com Cristo como mártires, afim de podermos subir ao Céu com Ele.

9.         Escutem o Evangelho: o Cristo vem comunicar-lhes em cores Sua mensagem. É preciso defendê-lo, segui-lo resolutamente, como os mártires o fizeram.

10.      Só João, só o amor seguiu o Cristo até a cruz e mesmo assim apenas de longe.

11.      Estejam sempre contentes, sempre contentes.

12.      Procurem Nosso Senhor na cruz, procurem a realidade da cruz; o sacrifício da cruz encerra tudo.

13.      Nem ódio, nem critica, nem preguiça, nem covardia. Deixem agir o Cristo.

14.      Somos bem sucedidos? Agradecemo-lo a Nosso Senhor!

15.      Somos como aqueles de quem diz São Paulo: não possuímos nada e no entanto obtemos tudo.

16.      Arrastemos muitas almas para o Céu, onde nós todos estaremos unidos a Cristo.

17.      Lutem, combatam, sacrifiquem, rezem com Cristo. A Ele toda honra, toda glória, todo sucesso.

18.      Se temos um bom desejo, é Deus que o inspira. Não olhar para baixo, mas para o alto.

19.      Dêem – se com suas posses, com suas possibilidades, até a última centelha.

20.      Vocês devem logo ver Deus em todas as coisas.

21.      Vivam com Cristo, conscientemente, coração em coração.

22.      E sempre possível encontrar o Cristo no Tabernáculo.

23.      Ser monge, monja, ou oblato, oblata quer dizer estar ligado a Cristo, oferecer-se em holocausto a Cristo pela humanidade.

24.      Todos podem desenvolver-se, evoluir, aperfeiçoar-se, mas ciência e capacidade obtém-se pelo esforço e sofrimento. Nada nasce sem sofrimento.

25.      Saibam aceitar lealmente sua cruz. Quando fizeram isso, ao abraçar a Cruz encontrarão logo o Cristo.

26.      Existe algo de bom em cada um.

27.      Acima de tudo, sejam humildes.

28.      Seu trabalho deve ter vida, senão será árido e frio.

29.      Sem vida profundamente interior todo esforço é inútil.

30.      É preciso colocar os pés nas pegadas de Cristo, de maneira que sua alma sempre siga as de Cristo. Vocês devem nascer, trabalhar, sofrer, morrer, ressurgir em Cristo.

31.      A alma deve o ano todo viver no ciclo dos mistérios de Cristo.

 

                    



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